A história do vinho e a suas circunstâncias

Quando o vinho realmente surgiu ninguém sabe, provavelmente alguém deve ter esquecido um punhado de uvas num recipiente qualquer, e no momento da sede sem ter outro liquido para beber, acabou provando daquilo que seria um suco de uvas fermentado, o sabor provavelmente ruim pode não ter agradado o pioneiro, mas os efeitos resultantes do consumo daquele liquido com certeza sim!

A primeira citação documentada da existência do vinho foi feita no Velho Testamento da Bíblia Sagrada, onde Noé ao sair da arca, cultivou um vinhedo e de seu fruto embriagou-se. Dos doze apóstolos de Cristo, apenas um não foi viticultor, cultivar um vinhedo era (e ainda é) sinônimo de trabalho, cuidado, muita paciência e perseverança.

Existem outras dezenas de teses a respeito de como o vinho surgiu; segundo o escritor francês Jean de Kenderland o vinho surgiu no território onde é a França, entre doze e quinze mil anos atrás. Eu penso que nós temos que levar em consideração que as espécies das Vitis-Viníferas são selvagens e existem milhares de variedades diferentes oriundas de dezenas de países, levando isso em consideração, ninguém pode afirmar categoricamente onde o vinho surgiu.

Os primeiros dados concretos sobre o vinho foi no Egito, a 6.500 (A.C.), onde na morte de um faraó de nome desconhecido, na cerimônia que viria a ser o sepultamento, colocaram ao seu lado duas estatuetas, eram dois escravos segurando uma jarra de vinho, e ao seu lado ânforas de vinho. No livro “Libro Del Brandy y de los destilados” de Néstor Luján – Editora Laia 1985, na página 31, ele descreve “…A pesar de que a bebida corrente no Egito ter sido a cerveja (preparada com trigo), desde que governaram as dinastias faraônicas, o vinho, o divino dom de Osíris, não faltou!...”.

Os primeiros vinhos com características comerciais foram os da Grécia, que foram exportados para Roma e toda a península italiana, “era um luxo extremamente maravilhoso”.

Penso que existem muitas teses a respeito da origem da vinha e do vinho, muitas delas beiram o exagero, me dá desespero em abrir um livro de trezentas páginas que só tratam da história antiga do vinho. Eu prefiro estudar a história recente do vinho, como por exemplo a história do Vinho do Porto, dos Vinhos Verdes, dos vinhos do Vale do Loire ou Champagne, acredito que é mais útil aprender a história recente, e quem sabe, no futuro, quando os assuntos forem se esgotando, talvez possa me interessar mais pelos profundos detalhes da história antiga do vinho.