Rótulos e garrafas - algumas considerações
marcadores: Matérias Relacionadas ao Vinho em: sábado, 30 de maio de 2009
O rótulo e a garrafa de um vinho pode significar muito, principalmente na dúvida, se você souber ler um rótulo, com certeza irá minimizar o risco de comprar um vinho enganado. As vinícolas estão investindo forte em marketing e publicidade, por isso devemos ter cuidado, “algo parece ser, mas não o é”.
Você já deve ter visto a inscrição “reserva” nos rótulos de alguns vinhos, é preciso bastante cuidado com isso, não costumo levar muito em consideração essa inscrição, pois alguns produtores despreocupados com os seus vinhos usam essa classificação para induzir o consumidor a pensar que seu vinho “é superior”, isso acontece com diversos vinhos simples.
Não se confunda, quando ler um rótulo com a inscrição “reservado” é que o vinho é simples e não passou por carvalho, essa é uma inscrição comum nos rótulos dos vinhos chilenos.
Tenho algumas dicas que poderão ajudá-lo no momento da compra de um vinho, quando estiver perdido diante dos rótulos e não há alternativa para consulta:
- O vinho tinto quanto mais álcool tiver, é melhor! Um bom vinho tinto tem entre 12,5% e 14,5% de graduação alcoólica, é que a uva de boa qualidade é rica em açúcar, sendo assim irá resultar num vinho com graduação alcoólica mais alta. Atenção, existem exceções e não são poucas, como no caso do Vinho Verde tinto que pode ter entre 9% e 12% de graduação alcoólica, e o Vinho do Porto que poderá ter entre 19% e 21% de álcool, alguns vinhos feitos com a uva Pinot Noir e Gamay também podem ter graduação alcoólica baixa e nem por isso são ruins. Muita atenção, essa regra só deverá ser usada em ultimo caso.
- Vinho com a garrafa de vidro grosso, pesado, com a rolha grande, rótulo em alto relevo e que vêm em caixa de madeira é melhor? Posso assegurar-lhe que sim, nesse caso também há exceções. Lembro-me que há uns seis anos atrás na loja onde prestei serviços, eu manuseava uma caixa do vinho argentino Família Bianchi Reserva Malbec (esse realmente é um reserva!), ao abrir a caixa os vinhos estavam embrulhados em papel de seda e muita palha (para amortecer os impactos da longa viagem de Mendoza para cá), nisso chegou um cliente que sempre freqüentava a loja e perguntei a ele: o senhor acha que um produtor que produz um vinho como esse, que gastou todo esse dinheiro com a embalagem, com o cuidado com o vinho, com a garrafa pesada e com uma rolha enorme, para vender aqui no ponto de vendas por R$40,00 a garrafa para ganhar algum dinheiro? Nisso o tal cliente abraçou as seis garrafas que compunha a caixa e as comprou, posso garantir que não fez má compra, pois já provei a linha toda da Família Bianchi. A questão vai muito além do dinheiro, o produtor de vinhos tem paixão pelo que faz. O produtor que faz um vinho ruim não ia ter o cuidado que teve o produtor acima citado, para proteger sua bebida.
- Vinho quanto mais caro melhor? É doloroso, mas é verdade, ainda mais se for de países de novo mundo, é difícil achar um vinho ruim que custe acima de R$50,00 desses países, já na Europa é um pouco mais complicado, geralmente os vinhos começam a ser bons a partir dos R$80,00 (exceto Portugal que têm vinhos bons a preços mais competitivos).
This entry was posted on sábado, 30 de maio de 2009 at 21:56 and is filed under Matérias Relacionadas ao Vinho. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0. You can leave a response.
- Seja o primeiro a comentar.
