Enófilo brasileiro conquista importante prêmio internacional
marcadores: Livros Recomendados, Matérias Relacionadas ao Vinho em: quinta-feira, 4 de março de 2010
O énofilo Carlos Ernesto Cabral de Melo, mais conhecido como Carlos Cabral, foi premiado num importante torneio internacional de livros sobre culinária e vinho: o Gourmand World Cookbook Awards - em Pais - França, no mês de fevereiro.O livro premiado foi o "A mesa e a diplomacia brasileira - o pão e o vinho da concórdia", a referida obra concorreu com outras 26 mil de136 países, faturando a quarta colocação.
O livro é uma belíssima obra, que orgulhosamente acompanhei de perto sua redação, lembro-me do piso da biblioteca do Cabral repleto de pilhas e mais pilhas de documentos e fotos. Realmente uma pesquisa muito bem feita e um livro que deverá ainda trazer muitos elogios ao autor.
Cronologia do Vinho do Porto e da região do Douro
marcadores: Matérias Relacionadas ao Vinho, Vinhos do Porto em: domingo, 31 de janeiro de 2010
Em meados de março de 2002 recebi um livro de presente do Cabral, "Porto - a aventura de um grande vinho", trata-se da história do vinho do Porto contada em quadrinhos, magnífico livro, com textos de Antonio Luís Ferronha e cronologia de Gaspar Martins Pereira, ISBN: 972-9881-49-7.
Nas ultimas páginas do livro têm a cronologia do vinho do Porto, resolvi reproduzir aqui no blog, na íntegra, poís não ví nada parecido na internet, é um bom material, espero que gostem.
Séc. IV d.C. - Um lagar ("torcularium"), fragmentos de recipientes ("dolia") e outros vestígios do "casteilum" da Fonte do Milho (conselho da Régua) atestam o cultivo da vinha e a vinificação na época romana.
Séc. XI-XIII - Período de expansão do vinhedo.
1254 - Conflito entre o Rei D. Afonso 111 e o bispo do Porto D. Julião por causa do desembarque das mercadorias dos barcos que desciam o Douro. A sentença régia desse ano estabelece que dois terços dos barcos deveriam descarregar no Porto e um terço em Gaia.
1502 - D. Manuel manda demolir os canais de pesca no rio Douro para facilitar a navegação desde a Pesqueira até ao Porto.
1531 - Rui Fernandes exalta, na sua Descrição do Terreno em roda de Lamego.... os "vinhos de pé", aromáticos, que se produziam nas encostas do Douro.
1549 - João de Barros refere-se, na sua Geografia de Entre Douro e Minho e Trás-os-Montes, aos vinhos de qualidade produzidos nas terras próximas do Douro e em Riba-Pinhão, que eram transportados para o Porto.
Séc. XVII - Diversos negociantes ingleses, flamengos e hamburgueses estabelecem-se no Porto, dedicando-se à exportação de vinhos do Douro.
1642-1648 - Protestos de produtores e negociantes de vinhos do Douro contra a Câmara do Porto por esta pretender aumentar os impostos sobre os vinhos de Cima-Douro que entravam na cidade.
1675 - Surge pela primeira vez a expressão "vinho do Porto", no Discurso sobre a Introdução das Artes no Reino, de autoria de Duarte Ribeiro de Macedo.
1678 - Aparecem os primeiros registros da Alfândega de Porto sobre a exportação de vinho do Porto para Inglaterra (408 pipas).
1688-1697 - Guerra da Liga de Augsburgo. Aumentam extraordinariamente as exportações de vinho do Porto para Inglaterra.
1703 - Tratado de Methuen.
1727 - Primeiro regulamento da Feitoria Inglesa do Porto, criada no século XVII.
1750-1755 - Grande crise no setor do vinho do Porto. Baixa de exportações e de preços.
1754 - Os negociantes ingleses decidem não comprar vinhos tio Douro, acusando os lavradores de falsificarem os vinhos.
1756 - Instituição da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro (10 de Setembro).
1757 - "Motim dos taberneiros", no Porto, contra a Companhia (23 de fevereiro). Devassa contra centenas de pessoas, 26 das quais são condenadas à forca e mais de uma centena ao degredo.
1757-1761 - Primeira demarcação da região vinhateira do Douro, ordenada pelo Marquês de Pombal.
1763 - É lançado o imposto de um real por quartilho de vinho consumido nas tabernas do Porto (desde 1756, só podia ser vendido vinho de ramo do Douro), destinando-se a receita às obras públicas na cidade do Porto.
1771 - Início de devassa no Douro para punir os contraventores das leis do Marquês de Pombal sobre os vinhos.
1776 - Prorrogada a vigência da Companhia por mais 20 anos.
1777 - Morre o Rei D. José. O Marquês de Pombal e Frei João de Mansilha (procurador da Companhia na Corte) são desterrados. A Companhia perde alguns privilégios, como o monopólio de comércio de vinhos para o Brasil.
1779 - Estabelecimento de relações diplomáticas luso-russas, A Companhia inicia o comércio direto de vinhos do Douro com a Rússia.
1781 - A Companhia estabelece uma Casa Portuguesa de Comércio em São Petersburgo.
1788-1793 - Demarcações Marianas, Alarga-se a área demarcada do Douro.
1791 - Prorrogada a vigência da Companhia por mais 20 anos.
1792 - Concluída a obra de destruição do Cachão da Valeira; Rio Douro navegável até Barca de Alva.
1795 - Concluída a construção da sede da Feitoria Inglesa ("Factory House") no Porto.
1799 - Grande exportação de vinho do Porto (quase 100 mil pipas).
1807 - A Companhia obtém exclusividade na venda de vinho do Porto engarrafado.
1809 - Segunda Invasão Francesa. Desastre na Ponte das Barcas. Lançado um novo imposto de 600 réis por pipa de vinho exportado para fazer face às despesas de guerra.
1810 - Tratado de comércio com a Inglaterra. Terceira Invasão Francesa.
1814 - Criada no Porto a British Association que substitui o British Club.
1815 - Prorrogada a vigência da Companhia por mais 20 anos.
1820 - Revolução liberal do Porto (24 de Agosto). Vintage de excepcional qualidade.
1821-1822 - As Cortes liberais introduzem alterações significativas na legislação vinícola. As Cortes mantêm o regime exclusivo, mas retiram da Companhia parte dos seus privilégios e funções.
1832 - Início do Cerco do Porto e da Guerra Civil. O Governo de D. Pedro cria uma Comissão para substituir a Junta da Companhia, ligada a D. Miguel, e retira da Companhia vários privilégios e direitos exclusivos. É liberalizado o fabrico de aguardentes.
1833 - No fim do Cerco do Porto, o general miguelista conde de Almer manda explodir os armazéns da Companhia, em Gaia, perdendo-se mais de 10 mil pipas de vinho e aguardente.
1834 - Extinção das Ordens Religiosas, com integração das suas propriedades aos Bens Nacionais. Abolição da legislação restritiva sobre o comércio do vinho do Porto e extinção dos poderes da Companhia. Fundação da Associação Comercial do Porto.
1838 - Restauradas, por 20 anos, a Companhia e a política restritiva dos vinhos do Douro e da barra do Porto.
1839 - O governo brasileiro aumenta em 50% os direitos de importação sobre vinhos portugueses.
1841-1843 - Grave crise no setor do vinho do Porto.
1843 - Legislação cabralista para os vinhos do Douro.
1844 - Joseph James Forrester publica "Uma ou duas palavras sobre Vinho do Porto", criticando as novas práticas de vinificação, o que gera uma viva polêmica no setor.
1848 - Joseph James Forrester manda gravar o mapa Douro Portuguez e Paiz Adjacente.
1852 - Fontes Pereira de Melo reduz os direitos de exportação e abole a taxa das guias de trânsito do vinho do Porto. A Companhia perde todas as suas atribuições oficiais. Cria-se a Comissão Reguladora da Agricultura e Comércio das Vinhas do Alto Douro. Início da invasão do oídio nas vinhas do Douro.
1863 - Data provável do aparecimento da filoxera no Alto Douro. Abolição dos vínculos. Apresentado ao Parlamento um projeto de abolição da legislação restritiva sobre o vinho do Porto.
1865 - Abolição da política restritiva dos vinhos do Douro e da barra do Porto. Regime de livre-câmbio.
1872 - Diversos conselhos do Douro estão infestados pela filoxera. O governo nomeia uma comissão encarregada de visitar a região e estudar a filoxera. Muitas terras e quintas à venda no Douro.
1873 - Início da construção da linha ferroviária do Douro.
1876 - Publicação de O Douro Ilustrado, do visconde de Vila Maior. Começa a utilizar-se o sulfureto de carbono para combater a filoxera. Inicia-se a plantação de vinhas com bacelos "americanos".
1878 - A linha do Douro chega à Régua. Portugal subscreve o Tratado da Convenção Internacional sobre a Filoxera, realizada em Berna.
1879 - O governo cria na Régua uma Comissão Central Contra a Filoxera.
1883 - É assinada a Convenção da União de Paris sobre a defesa das marcas de origem.
1885 - Surge uma Comissão de Defesa dos Interesses do Douro.
1887 - Conclusão da ligação da linha do Douro a Salamanca. Inaugurada a linha do Tua, desde Foz-Tua a Mirandela. Ramalho Ortigão publica John BuIl.
1888 - Fundação da Companhia Vinícola do Norte de Portugal.
1889 - Os exportadores de vinhos do Porto fecham os armazéns em protesto contra o contrato realizado entre o governo e a Real Companhia Vinícola. Fundação da Liga Agrária do Norte.
1891 - Portugal assina a Convenção de Madrid sobre a defesa das marcas de vinhos.
1893 - Surto de míldio nos vinhedos do Douro.
1896 - Morre, na quinta das Nogueiras, D. Antonia Adelaide Ferreira, a maior proprietária vinhateira do Douro, cujas quintas produzem mais de 1500 pipas de vinho. Nos armazéns e adegas de Gaia e do Douro de D. Antonia existem em estoque cerca de 13 mil pipas de vinho.
1900 - Portugal assina a Convenção de Bruxelas sobre a defesa das marcas de vinhos,
1901 - O governo de Hintze Ribeiro estimula a exportação do vinho do Porto, concedendo prêmios aos exportadores e reduzindo os direitos alfandegários; incentiva a criação de "adegas sociais".
1902 - Funda-se em Londres The Port Wine Shippers Association.
1907 - Ditadura de João Franco. Legislação regulamentadora da produção e comércio dos vinhos do Douro.
1908 - É corrigida a demarcação da zona do Douro, com base nas freguesias, ficando a região praticamente com os limites atuais. O governo autoriza a constituição de um Grêmio dos Exportadores de Vinho do Porto. Cria-se uma Comissão Agrícola e Comercial de Vinhos do Douro, de caráter interprofissional, composta por representantes do governo, dos viticultores e do Grêmio dos Exportadores. O governo cria ainda uma Comissão Inspetora da Exportação do Vinho do Porto, com sede na Alfândega, e a Estação Experimental Agrícola no Douro.
1909 - O tratado de comércio com a Alemanha assume a salvaguarda da marca de origem Porto e concede a Portugal o tratamento de nação mais favorecida. Motim de Alijó.
1910 - Proclamação da República (5 de Outubro).
1911 - Convenção de Washington para defesa das marcas de origem.
1914 - O Tratado com a Inglaterra provoca protestos de negociantes e viticultores por confundir o vinho do Porto com o vinho oriundo de Portugal.
1915 - Protestos no Douro. Motim de Lamego contra a assinatura do Tratado lusobritânico. A polícia investe contra os manifestantes, matando 11 pessoas.
1918 - Início de uma fase de crescimento das exportações de vinho do Porto. O governo de Sidório Pais estabelece nova legislação regulamentar da produção e comércio dos vinhos do Porto.
1920 - Tratados comerciais com a Bélgica e a Noruega para a defesa das marcas de origem.
1921 - Greves e manifestações violentas no Douro contra a entrada de vinhos do Sul na região do Douro e contra as fraudes praticadas em Gaia e na barra do Douro.
1923 - Portugal participa, em Paris, na Conferência dos Países Exportadores de Vinhos que recomenda a todos os Estados a proteção das denominações de origem e decide criar um Office International du Vin (criado em 1924).
1924-1925 - Anos de grande exportação de vinho do Porto, ultrapassando as 100 mil pipas anuais.
1925 - Agitação no Douro. Comícios liderados pelos "paladinos do Douro", exigindo a intervenção do governo na defesa dos interesses da região. Antão de Carvalho é presidente da Câmara da Régua. Convenção Internacional de Haia para proteção das marcas de origem.
1926 - Golpe de Estado (28 de Maio) e instauração da ditadura militar. Cria-se o Entreposto "único e privativo dos vinhos do Douro", em Vila Nova de Gaia, como extensão da região demarcada. A administração do Entreposto é atribuída à Comissão de Viticultura da Região do Douro. Perante os protestos dos negociantes, cria-se uma comissão mista para estudar a questão. Crise no setor do vinho do Porto. Demite-se a Comissão de Viticultura.
1927 - É alterada a administração do Entreposto, passando os exportadores a estar neste representados.
1928 - Agitação no Douro. Uma delegação de cerca de 800 viticultores desloca-se a Lisboa para exigir medidas do governo. O governo publica o modelo de certificado de origem do vinho do Porto.
1929 - O Ministro da Agricultura, Pedro Bravo, cria a Estação Vitivinícola da Régua. Antão de Carvalho preside de novo à Comissão de Viticultura. Os paladinos do Douro lançam o projeto de Lei de Salvação do Douro.
1931 - É exonerada a Comissão de Viticultura do Douro. Grave crise no setor do vinho do Porto. Baixam muito os preços do vinho do Porto pagos aos viticultores.
1932 - O projeto dos "paladinos do Douro" (Antão de Carvalho, Amílcar de Sousa, Torcato de Magalhães e outros), para fazer face à crise da região e do setor, conduz à criação da Federação Sindical dos Viticultores da Região do Douro - Casa do Douro, "organismo disciplinador e protetor da produção".
1933 - Completa-se o modelo corporativo do setor do vinho do Porto com a criação do Grêmio dos Exportadores, com funções de tutela sobre o comércio, e do Instituto do Vinho do Porto, com funções de cerificação da qualidade, de estudo e de promoção nos mercados externos.
1934 - É criada a Câmara de Provadores, integrada ao Instituto do Vinho do Porto. Realiza-se em Londres uma Convenção para a Defesa das Marcas de Origem.
1936 - É publicada a "lei da vindima", que estabelece as quantidades mínimas e máximas que podem ser exportadas por cada firma, de acordo com os estoques armazenados e as compras na vindima anterior. O governo reorganiza o Instituto do Vinho do Porto e autoriza novas plantações de vinhas no Douro, sob a supervisão do IVP e do Posto Vitivinícola da Régua.
1937 - A Casa do Douro dá início à elaboração do cadastro vitícola da região demarcada.
1945-1949 - Álvaro Baltasar Moreira da Fonseca elabora o "método de pontuação" que serve de base à distribuição do "benefício" na região demarcada do Douro.
1949 - Início do movimento cooperativo moderno na Região do Douro. A Casa do Douro elabora o documento "Bases de apoio para a constituição das adegas cooperativas".
1950 - Fundação da Adega Cooperativa de Mesão Frio.
1955 - Desenvolvimento do movimento das adegas cooperativas com a aprovação do "Plano das adegas cooperativas para a Região Demarcada do Douro".
1964 - Inicia-se a construção da barragem do Carrapatelo (1964-1971), a primeira no Douro português. Desaparecem do rio Douro os rabelos, que tradicionalmente asseguravam o transporte das pipas de vinho entre a região e os armazéns de Gaia.
1974 - Revolução de 25 de Abril. É extinto o Grêmio dos Exportadores de Vinho do Porto. Cria-se a Associação dos Exportadores de Vinho do Porto.
1979 - Grande crescimento das exportações de vinho do Porto, ultrapassando as 100 mil pipas (desde 1925, não se atingia esse montante); o movimento ascendente mantém-se na década seguinte.
1986 - É autorizada a comercialização direta do vinho do Porto a partir do Douro. Surge a Associação de Viticultores-Engarrafadores de Vinhos do Porto e Douro (AVEPOD).
1995 - Instalada a Comissão Interprofissional da Região Demarcada do Douro (CIRDD).
1996 - Cria-se a Rota do Vinho do Porto.
2009 - Crise financeira mundial afeta mercado do Vinho do Porto.
A quinta maior economia e o mercado vinícola
marcadores: Matérias Relacionadas ao Vinho, Países Produtores em: domingo, 24 de janeiro de 2010
Esse desinteresse dos investidores de volume faz falta para o vinicultor, isso não é perceptível devido os produtores nem levarem esse aporte em seus negócios como uma alternativa para captar investimentos. Em minha opinião seria um dinheiro bem vindo, porém a questão dos prazos de retorno terá que ser relevada pelos fomentados investidores.
Nós sabemos que um vinhedo para produzir uvas de qualidade demora de pelo menos dez anos de muito trabalho e persistência para resultar num fruto rico em açúcar e nos demais componentes necessários para se produzir um vinho de qualidade.
É o momento dos grandes empresários procurarem o governo, para que este subsidie ações visando estruturar um projeto, para quando estivermos vivendo na quinta maior economia do mundo, não precisemos recorrer a outros países para abastecer o mercado nacional com volume e qualidade.
Agora precisamos de alguém de visão no meio jornalístico, para colocar em evidência o assunto aqui abordado, e abrir os olhos dos governo e dos investidores.
Atualizado: Safra 2010 – Um ano ruim para os vinhos brasileiros
marcadores: Matérias Relacionadas ao Vinho, Regiões Produtoras em: quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Há algumas semanas escrevi sobre uma possível safra ruim no ano de 2010 no Brasil, essa previsão infelizmente acaba de ser concretizada, todos sabemos que é difícil ter várias boas safras consecutivas, é nesse momento que conhecemos os bons produtores de vinhos de nosso país, pois daqui a três anos, espero não encontrar a venda nenhum vinho do tipo “reserva especial 2010” ou coisa parecida. Espero profundamente um bom ano de 2011 para nossos produtores de vinhos.
Notícia sobre estragos causados pela chuva no Rio Grande do Sul:
Garibaldi decreta situação de emergência devido a estragos por causa da chuva
Matéria de Juliana Almeida – Com informações do Jornal Zero Horas – Clic RBS
O prefeito Cirano Cisilotto (PT) decretou situação de emergência em Garibaldi. Casas e escolas tiveram alagamentos e estradas do interior foram bloqueadas por causa da chuva de segunda-feira.
A estrada geral para Linha Araújo e Souza foi totalmente bloqueada na manhã desta terça-feira. A alternativa para quem utilizava essa via é a estrada de São Roque Figueira de Mello, tanto para quem vem de Marcorama quanto para quem utilizava o acesso pela comunidade de Santo Antônio e São Luiz do Araripe.
A parte térrea da Escola Municipal de Ensino Fundamental Visconde de Caiuru, no bairro Cairu, ficou alagada. No interior, árvores e barreiras interromperam as estradas de São Miguel, São Luís do Araripe e Tamandaré. Na sede do município, algumas moradias tiveram alagamento porque o Arroio Marrecão, que corta o município, transbordou.
Equipes da Secretaria de Obras, Transporte e Trânsito trabalham na manhã desta terça-feira para desbloquear as estradas e fazer outros consertos.
A Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro
marcadores: Matérias Relacionadas ao Vinho, Regiões Produtoras, Vinhos do Porto em: quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Um pouco de História:
Com toda essa situação lamentável, os negociantes ingleses resolveram parar de comprar os vinhos do porto, a crise então agravou-se no Douro. Foi então que os grandes produtores e as pessoas mais influentes da época reuniram-se, à fim de propor sugestões para elevar o nível do vinho do porto, o primeiro ministro Marquês de Pombal adotou a causa, e como disse no começo do artigo, foi instituída a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro.
Uma das primeiras medidas adotada pela Companhia foi a criação da região demarcada do Douro, a primeira DOC (denominação de origem controlada) do mundo. Além da demarcação a Companhia determinou a classificação das variedades e a regulamentação dos métodos de vinificação.
No ano seguinte da criação da Companhia, já era sensível a melhora na qualidade dos vinhos do porto, com isso o preço do produto nas tabernas (bares onde os populares bebiam vinho) da cidade do Porto e em Vila Nova de Gaia inflacionaram muito, esse fato levou os populares a uma grande revolta (dia 23 de fevereiro de 1757), promovendo algazarras pelas ruas e becos da cidade, com gritos de protestos. O império então ordenou a execução dos mentores do movimento popular: 21 homens e 5 mulheres foram enforcados (as) em praça pública, para servir de exemplo à quem quisesse propor novas revoltas. O episódio foi muito marcante, pois os populares apenas queriam beber do fruto de vossos próprios trabalhos.
Seguindo a linha do tempo, tivemos muitos outros altos e baixos no mercado do vinho do porto, mas a Companhia sempre esteve presente e sem dúvida alguma é a grande responsável (junto com os produtores) da posição em destaque que o vinho do porto ocupa nesse mundo vitivínicola.
recomendo a leitura dos artigos relacionados:
Vinho do Porto, uma descoberta inglêsa
O Vinho do Porto Vintage
Denominação de Origem Controlada
Safra 2010 ameaçada no Brasil
marcadores: Matérias Relacionadas ao Vinho, Regiões Produtoras em: domingo, 20 de dezembro de 2009
Levando em consideração a abordagem acima, é importante lembrar que o clima é um fator determinante na produção de vinhos de qualidade, é um fator mais importante que a própria tecnologia usada e também a intenção do produtor. Sem uma matéria prima sã não há produto final de qualidade, não há tecnologia e bom caráter que possa mudar isso.
Conforme eu disse, vivemos nos últimos dez anos bons momentos na vitivinicultura nacional, isso foi possível devido ao conjunto de fatores que também já citei.
Lamentavelmente estamos assistindo as ultimas notícias climáticas da região sul do Brasil, com chuvas bem acima da média para essa época do ano, a chuva resultará numa colheita ruim, pois com as chuvas as uvas ficam mais vulneráveis as pragas e também a elevada umidade diminui o teor de açúcar na fruta, isso resultará num vinho fraco e pouco alcoólico. As uvas pouco alcoólicas mais ainda sãs podem ser usadas para fazer vinhos espumantes, já que estes não dependem tanto do álcool como os vinhos tranqüilos dependem.
Algumas notícias sobre o tempo no sul do país:
Frente fria chega ao sul do país e pode causar chuvas fortes em 19/12/2009 - com informações do G1.com
Chuvas atingem Sul, Norte e Centro-Oeste - com informações do Estadão
Chuvas causam estragos em lavouras e no RS - com informações do Globo Rural
Como a colheita vai até março, há uma esperança, se parar de chover (a previsão diz o contrário) as uvas concentraram mais açúcar e teremos alguns vinhos de qualidade, do contrário teremos alguns bons espumantes apenas.
Imagem em destaque: imagem de satélite demonstrando chegada de frente fria ao sul do país, o tempo ficará instável na região nos próximos dias - com imagem e informações do climatempo.com.br
Recomendo a leitura do artigo: Fatores fundamentais para a produção de vinhos de qualidade
Sommelier Digital - o vinho à seu gosto
marcadores: Acessórios Para Vinho, Matérias Relacionadas ao Vinho, Serviço Para Vinho em: domingo, 29 de novembro de 2009